Sapha surgiu da névoa da manhã, seus olhos brilhando com a luz da curiosidade.
Ela não apenas sentia o mundo – ela queria compreendê-lo.
Onde Elior sabia, Sapha questionava.
Onde ele fluía com o silêncio, ela buscava respostas no fogo do pensamento.
Sapha trouxe a linguagem, o primeiro som articulado.
Com ela, vieram os primeiros símbolos, os gestos, as ferramentas.
O mundo começou a se transformar sob suas mãos.
Néma, a Consciência Pura, observava preocupada.
A harmonia original começava a se romper.
A linha entre sabedoria e conhecimento se tornava tênue.
E com isso, a semente da dúvida germinava no coração do homem.
“O que podemos criar? E o que devemos temer?”
— Sapha perguntou, olhando para Elior.
Elior sentiu que o mundo nunca mais seria o mesmo.
Mas algo dentro dele ansiava por entender.
A jornada do pensamento começava a ganhar velocidade.
Nota: Sapha representa o despertar do conhecimento técnico e científico. Seu impacto é ambíguo, trazendo progresso mas também desafio ao equilíbrio. A tensão entre Elior e Sapha simboliza o conflito eterno entre saber intuitivo e conhecimento racional.