As nuvens sobre o antigo platô negro vibravam em frequências anômalas. Partículas eram desviadas por campos eletromagnéticos invisíveis. Ali, onde nenhuma vida deveria resistir, Json e Korzar finalmente se encontraram.
Json manteve-se firme, o olhar atento. Seus músculos estavam tensos, mas sua mente serena. Ele compreendia que aquele momento não exigia apenas defesa — exigia sabedoria.
Korzar ergueu o braço, e do solo emergiu uma espiral de oxidação acelerada — o tempo químico distorcido corroía até o ar. Json ativou a inércia reversa, absorvendo o movimento destrutivo e devolvendo equilíbrio molecular ao ambiente.
"Não é verdade o que destrói... é ruído." — respondeu Json. "Verdade cria. E o que você faz, Korzar, é barulho."
Os elementos se manifestaram. O ar ionizou-se. O calor passou a oscilar em pulsos simétricos. A química virou conflito. A física, linguagem. A filosofia, escudo.
Json usou sua conexão com o ponto zero da massa para anular parte do ataque de Korzar. Mas mesmo assim, a energia emitida pelo vilão corroeu rochas, deformou estruturas e quase colapsou o platô.
No fim do confronto, ambos estavam intactos. Era claro: o mundo não suportaria a batalha completa naquele momento. Json recuou. Korzar também. Mas o equilíbrio havia sido quebrado — e agora, outros começariam a escolher lados.
A guerra pelo verdadeiro significado do conhecimento havia começado.