As ondas emitidas do embate entre Json e Korzar não ficaram contidas no platô. Elas ecoaram — por meio do campo magnético terrestre, pelas vibrações da água, pelas mudanças na estrutura das moléculas da atmosfera. E a Terra respondeu.
Em ilhas esquecidas, mestres biológicos começaram a sentir os genes despertarem como instrumentos. Em cavernas de sal, oráculos químicos ouviram vozes formadas por vapores e ligações instáveis.
Uma antiga mulher, conhecida apenas como Sephra, que estudava a linguagem dos cristais, traduziu o silêncio das pedras. A mensagem era clara: "O conhecimento foi corrompido. O equilíbrio precisa de resposta."
Json, sabendo disso, iniciou o chamado. Utilizando um campo de ressonância criado por padrões gravitacionais harmônicos, emitiu um sinal para os que ainda não haviam escolhido.
Alguns ouviram — como Rama Kō, um monge que compreendia a linguagem dos sons e usava ondas senoidais vocais para manipular matéria. Ou Lya Norr, uma geneticista rebelde que dominava a fusão simbiótica entre plantas e seres humanos.
Do outro lado, Korzar também reunia mentes. Mas não para libertá-las — para ampliá-las sem freios. Seu grupo distorcia os mesmos princípios, criando **implosões moleculares**, **explosões neuroquímicas**, **zonas de vácuo magnético**.
O mundo se dividia em dois tipos de desperto: os que usavam o saber para restaurar… e os que queriam recomeçar do zero, por meio do caos.
O próximo encontro não seria acidental.