Capítulo 22 – O Arquiteto do Caos

Em um laboratório oculto sob as montanhas de Eldravir, uma figura envolta por uma túnica negra observava os eventos de Olion por meio de uma simulação holográfica. Seus olhos não piscavam — estudavam. Calculavam.

Dr. Halver Lior, o homem que havia sido expulso da Academia dos Pensadores Éticos, agora liderava o culto tecnocrático da Supremacia. Para ele, a ética era uma limitação ilusória.

“Conhecimento sem limite é evolução. Com limites, é prisão.” — Lior

Ele olhou para um cilindro flutuante no centro da sala — uma mente artificial chamada N.E.S.S. (Neuro-Estrutura Sintetizadora de Sabedoria), alimentada por dados extraídos de milhares de experimentos e mentes quebradas.

“Os Biotecnos fracassaram,” ele murmurou, “mas isso era apenas uma variável. Json reagiu como esperado. Agora, iniciamos a segunda fase: a conversão filosófica.”

Lior pretendia distorcer conceitos éticos em argumentos utilitários, começando por infiltrar escolas com pensadores doutrinados. Para ele, a guerra não era apenas de átomos ou moléculas. Era semântica. Era pensamento contra pensamento.

Enquanto isso, Json e seu grupo investigavam a origem da tecnologia usada na Primeira Onda. Encontraram resquícios de uma equação que parecia inverter os vetores de tempo localmente — algo que desafiava o entendimento clássico.

“Isso é... engenharia filosófica. Ele está tentando dobrar até mesmo o conceito de causa e efeito.” — Json

Nesse momento, ficou claro: Lior não era apenas um cientista caído. Era um idealista sombrio — alguém que acreditava que a verdade científica deveria substituir qualquer senso de humanidade.

O grupo, agora reunido em um conselho provisório formado por mestres de várias Escolas do Pensamento, concordou:

“Se não controlarmos o rumo do saber, ele destruirá seu próprio criador.”

E o nome de Lior foi finalmente revelado ao mundo como uma ameaça real.

“Agora eles têm medo. O primeiro passo para o domínio é o pavor da ignorância.” — Lior